No Olho do Furacão

Links críticos

Posted in 1 by franvogner on 26/09/2009

Essa semana foi especialmente feliz para uma certa compreensão de engajamento crítico. Não, não é por causa do início do Festival do Rio (que pode ser feliz, mas por motivos outros), mas porque tivemos a publicação de uma série de textos e revistas bacanas.

Além do lançamento da Foco, tivemos também o novo número da Contracampo com Johnnie To e o Paul Newman cineasta, assim como dois textos na Cinética assinados pelo Daniel Caetano (no seu melhor texto dos últimos tempos)  e Cléber Eduardo (que lança questionamentos sérios e pontuais sobre o meu texto) que dão prosseguimento à discussão de Moscou e o debate crítico no seu entorno, assim como Cléber e Ilana interrogam Aquele Querido Mês de Agosto, ou seja: fazem o questionamento AO FILME, algo que sempre pertinente.

Crítica não se faz sem generosidade. É de se entusiasmar.

Revista Foco – http://www.focorevistadecinema.com.br/indice.htm

Contracampo http://www.contracampo.com.br

Revista Cinética http://www.revistacinetica.com.br

Passeio com Johnny Guitar

Posted in 1 by franvogner on 24/09/2009

Foco – Revista de Cinema

Posted in 1 by franvogner on 21/09/2009

Foco – Revista de Cinema

houseofbamboo

– Samuel Fuller

benard

– Homenagem à João Bénard da Costa

Número inaugural da sensacional revista editada pelo Bruno Andrade (co-editada pelo Felipe Medeiros e o Matheus Cartaxo), com textos de Bruno Andrade, Inácio Araújo, Felipe Medeiros, João Gabriel Paixão, José Roberto Rocha, Matheus Cartaxo, Sérgio Alpendre e eu, com colaborei com o ensaio Radicalidade do presente (sobre Samuel Fuller).

Participações internacionais de Luís Miguel Oliveira (Portugal), Tag Gallagher (EUA), Christophe Fouchet (França) , Miguel Marías (Espanha) e Maxime Renaudin (França).

(Re) Publicação de textos de Luc Moullet, Inácio Araújo e João Bénard da Costa, Jacques Lourcelles, Paul Adge e Christophe Fouchet.

http://focorevistadecinema.com.br

Swayze RIP

Posted in 1 by franvogner on 18/09/2009

Ele era quase um astro. Nunca ninguém ia ver um filme de Patrick Swayze. Mas um filme com Keannu Reeves e…Patrick Swayze; Demi Moore, Whoopi Goldberg e…Patrick Swayze;  Jennifer Grey e…Patrick Swayze; Ben Gazarra e…Patrick Swayze. Em Vidas sem Rumo e Amanhecer Violento ele estava no meio outros garotos que ficaram mais famosos que ele, como Matt Dillon e Tom Cruise no filme do Coppolla ou Charlie Sheen no de John Milius. Por outro lado, também não entrou em franca decadência como C. Thomas Howell, Ralph Macchio ou Emilio Estevez que também dividiram a tela com ele nesses filmes.

Só me lembro de dois amigos, Raphael e Eduardo, que consideravam Swayze o maior de todos astros e alugavam muitas vezes filmes como O Tigre e Matador de Aluguel. Inclusive Raphael o imitava  por se achar parecido com ele depois de assistir Dirty Dancing exaustivamente.

Soube que o cara morreu por aquele desastrado post do Inácio em que ele o confundia com Kurt Russel. Uma pena, porque ele é um daqueles atores que integram minha memória cinéfila em lugar de honra por ter atuado em filmes que me marcaram (Amanhecer Violento, Vidas sem Rumo e Caçadores de Emoção, por exemplo) quando criança ou adolescente, e que, revendo-os hoje, me parecem tão bons ou melhores do que na época. Ghost e Matador de Aluguel não resistiram, mas esses eu já desconfiava…

Swayze ainda foi a melhor coisa em Donnie Darko e fez Dirty Dancing, o musical-exploitation mais divertido, melhor do que Staying Alive, mas menos esquisito que Body Rock com Lorenzo Lamas.

Acompanhei pelas notícias toda essa história do câncer no pâncreas. Barra pesada, não ia durar muito.

Foi-se.

Grande cara. Que descanse em paz.

Vidas sem Rumo, de Francis Ford Coppolla

Vidas sem Rumo, de Francis Ford Coppolla

Amanhecer Violento

Amanhecer Violento, de John Milius

Caçadores de Emoção

Caçadores de Emoção, de Kathryn Bigelow

1952-2009

gente grande, gente pequena

Posted in 1 by franvogner on 12/09/2009

Em um mundo ideal, filmes do Paul Newman diretor como The Shadow Box (um filme enorme), Harry and Son e Sometimes a Great Notion seriam vistos com tanta atenção – e gosto – quanto os filmes do John Cassavetes, e talvez (ainda nessa noção de mundo ideal), Belmonte e Selton Mello entenderiam que o caminho para os sentimentos é estreito, tortuoso e ali, antes andar manco do que se servir de muletas – disso Cassavetes sabia bem.

Newman, ator e diretor formidável, faz parte de um exíguo grupo de atores diretores que, antes de ter uma visão do “ator”, quer  apostar o quanto os atores podem exprimir (de verdadeiro) dos sentimentos. Sentimentos, que se diga, que não são só pequenas sensibilidades sobre as coisas e as pessoas, mas uma postura perante o mundo. O que não é qualquer coisa, apesar de que usar o termo “mundo” faz piscar o sinal de alerta, porque “mundo” se tornou uma palavrinha bastante aviltada pra se justificar experiências cinematográficas entusiasmadas e siderantes, mas que muitas vezes são só um simulacro da experiência sobre uma condição bastante concreta que é o fato de “estar no mundo”. E o que seria “estar no mundo”? Confrontar a alegria e o breu, o o grande e o pequeno, com a mesma abertura e, sobretudo, coragem. Se arriscar a dar palavras sobre essas coisas e se arriscar também, a silenciar sobre elas.

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Ao ver Aquele Querido Mês de Agosto e ler a entrevista de Felipe Bragança com Miguel Gomes, tenho medo do tipo de valoração que pode ser dedicada a este filme.

Belo filme (mas não grande), mas que ao propor um mundo e uma experiência deste mundo pode servir de bode expiatório a uma retórica que falseia a integridade dos filmes, fazendo deles um caleidocópio, peça sem centro, de matéria “relativa” e corpo multiforme, em uma palavra: efêmero. O que seria uma pena já que o filme tem idéias fortes e concretas e uma realização fantástica.

Hoje, eu não conseguiria escrever sobre o filme, pois, consigo ver o que é potente ali, mas não saberia organizar um discurso sobre isso sem ter de confrontar a retórica de falseamento (como a dos Cahiers na época do Festival de Cannes) sobre o filme.

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Para Michael Mann só os homens de estatura podem se confrontar. Por isso o plano-contraplano é tão importante na maior parte de seus filmes e até que isso aconteça, é preciso merecer estar lá.
Inimigos Públicos, como em seus outros filmes, ele trata de homens e mulheres (uma, na verdade) bigger than life.
Mas de maneira inédita ele filma a baixeza e a pequenez moral como poucos cineastas o fizeram na história do cinema:
O policial gordo e medroso que espanca a namorada no bandido Dillinger, é deixado sozinho na sala de interrogatórios, humilhado e de cabeça baixa após espancar uma mulher até ela mijar. Os outros o observam do lado de fora da sala. O gordo está de costas pra eles. Nesse momento ele é o personagem mais baixo que o cinema já viu.
Os homens de verdade podem ocupar o mesmo espaço e se olhar de frente, o plano e o contraplano é permitido: Deep-Bale, Pacino-DeNiro em Heat.

Retomando o tesão

Posted in 1 by franvogner on 02/09/2009

Entre os dias 11 e 17 de setembro, o CineSESC exibe uma retrospectiva de filmes com a  Isabelle Huppert. Não precisa dizer: alguns são imperdíveis.

Imperdíveis:

A Teia de Chocolate, de Claude Chabrol

Negócios à Parte, de Claude Chabrol

Madame Bovary, de Claude Chabrol

A Comédia do Poder, de Claude Chabrol

A Cerimônia, de Claude Chabrol

Os Destinos Sentimenta, de Olivier Assayas

Sauve qui Peut la vie, de Jean-Luc Godard

A História de Piera, de Marco Ferreri

De algum interesse:

A Lei de Quem tem o Pode, de Bertrand Tavernier

Indiferente:

8 Mulheres, de François Ozon

A Falsa Servente, de Benoit Jacquot

Talvez, por motivos escusos:

A Professora de Piano, de Michael Haneke

O resto ou eu não conheço ou não interessa em nada: Home (dir.: Ursula Meier) e Villa Amalia (dir.: Benôit Jacquot), La Dentelliere (dir.: Claude Goretta), Coup de Foudre (dir.: Diane Kurys), Saint Cyr (dir.: Patricia Mazuy) e La Séparation (dir.: Christian Vincent).

PS. Só faltou os dois melhores que ela já fez: Heavens Gate e Passion

PS2: Justamente os dois melhores