No Olho do Furacão

Garoto do ABC

Posted in Sem categoria by franvogner on 29/04/2011

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Duas piadas ruins…

Posted in Sem categoria by franvogner on 29/04/2011

…sobre pensadores (zzzzzzzzzzzzzzz) do cinema:

– Sabe por que nossos teóricos são tão raquíticos?

R: Porque eles vivem de “regime de imagens”

– Nossos estudiosos comollinianos ficaram ligados na transmissão do casamento de Willian e Kate. por que?

R: Querem entender o  “efeito do real”

Sacou?

Provavelmente sim.

notinhas Too $hort 1

Posted in Sem categoria by franvogner on 27/04/2011

* para ler este post, colocar a música do Too $hort que está no link de youtube no fim desse post.

-Os meninos da elite paranaense continuam aprontando. Sabemos que Robertinho Requião tem uma inclinação barraqueira que já causou sérios problemas com uma imprensa que cheira a enxofre. Enfim, wrestling na lama. Ontem (já como senador) o que ele fez com o jornalista da Band não é surpresa para quem acompanha os humores do herdeiro máximo do clã Requião . A imprensa caiu de pau. Justíssimo, pois um garoto desse idade não tem conserto e tem de pagar por suas arruaças. Já a nossa querida imprensa que está dando um corretivo no Robertinho faz cara de paisagem para o feito mais recente de outro arruaceiro paranaense bem nascido: o governador  Beto Richa. Beto censurou o blogueiro Esmael Moraes por falar demais. Robertinho e Beto não gostam de quem não os elogie. Meu avô dizia que isso é falta de uma boa “corsa” em casa.

– A imprensa (essa que está dando um corretivo nesses políticos safados) não mente, mas também não gosta da verdade. Curte mesmo é uma “meia verdade”. Já dizia padre Merrin em O Exorcista (parafraseando o profeta Daniel) que a estratégia do Diabo é confundir a verdade com a mentira.

– Christophe Honoré terá o seu último filme encerrando o festival de Cannes? É isso? Se for verdade o que eu li por ai no twitter de uns amigos (não me dei o trabalho de pesquisar) não é o fim do mundo nem nada parecido.  O fulano é um cineasta raquítico, um esnobe e etc. Portanto, é só o tédio. O tédio mais pleno e absoluto. Sabe o tédio dos bistrôs afrancesados de São Paulo? O tédio  das miseráveis seções de arte de nossas livrarias? É mais ou menos isso.  Honoré é o cineasta da cultura café chique + livraria de arte esnobe (e ruim, pois só vende catálogos de arte de segunda com capa bonita).

-Não,  fãs de Honoré, não vi o filme de Honoré. Mas ele é um auteur da prateleira do cinema contêmporaeo e é provável que neste filme se encontre o mesmo conceito que cruza brechó com tok & stok.

-E se o filme for bom? Sorte a do diretor, pois irá romper com a ordem miserável do mundo (ou seja: será um milagre). Minha indisposição é menos com o diretor  e mais com o tipo de marketing que os festivais internacionais andam empreendendo em cima de alguns nomes. E sabemos que tem muita gente louca pra ser vedete tipo Honoré.

– Meus amigos andam com essa mania de usar este “<” e este “>” sinal.  Eu vou usar este “=”. Fará sentido. Quer ver? Jeff Koons = Vik Muniz = Christophe Honoré …É uma fraternidade espiritual.

– Minha namorada reviu Os Residentes no CEN. Disse que já era bom e melhorou. Provavelmente está certa. Love you.

– Eu curto rap, não a cultura hip hop da rua Augusta. Por isso ai vai um clássico, via meu amigo Bury . Too $hort

Posted in Sem categoria by franvogner on 16/04/2011

Talvez eu tenha sido mal interpretado em algumas ocasiões, mas, no que diz respeito a esse assunto do atirador Wellington, o que entendo do caso e da sua repercussão é o seguinte:

Me parece haver tentativas apressadas de juízo, o que é normal, dado o espanto que tomou todo mundo. Essas tentativas de juízo não passam somente por um questionamento tardio (e sempre equivocado) de que algo poderia ter sido feito para evitar, mas também por reações e leituras da realidade bastante  imediatas, de pauta conservadora, indignada, religiosa, cínica, progressista…

Às vezes essa minha insistência em entender a impotência de qualquer leitura satisfatória de fatos que escapam à regra não é de caráter inerte e nem por indiferença, mas é porque eu acho fácil demais – sempre e em qualquer situação – a gente sacar aquelas idéias chaves de nossas agendinhas ideológicas.

Sim, é necessário se posicionar perante as coisas e tentar, na medida do possível, criar algum sentido e buscar fazer alguma leitura crítica. Essa é a unica maneira de seguir em frente.

Perante essas fatos como o do atirador da escola, é preciso arejar (juntas) as idéias e a sensibilidade, pois uma é sempre crítica da outra.

Bullying e nem linchamento de qualquer espécie é um dado “contemporâneo” e nem é sintoma de barbárie. Por mais estranho que possa parecer, são sintomas da civilização. É a sua patologia. Portanto, como em A Vila, o nosso fracasso é saber que não há sociedade ou comunidade – por melhores que sejam suas condições e por mais justos que sejam seus ideais – que não gerem, a partir de seus próprios valores, deformidades destrutivas.

Posted in Sem categoria by franvogner on 13/04/2011

Em Tropa de Elite, principalmente no primeiro, há uma montagem bastante descarada que tenta organizar um caos a partir de retalhos. O montador é “eficiente”.

Já nos filmes de Daniel Filho, o problema não está na montagem, mas na decupagem que parece não saber ao certo qual é o seu objeto. O filme poderia ter sido dirigido por fax, telefone ou e-mail. A montagem prima pela eficiência de se contar uma história e ponto final.

Assim como o senhor Martin Scorsese nos últimos filmes parece não querer abrir mão de nada que tenha filmado. Onipotente e onisciente, a montagem é habilidosa. E só.

É a vulgaridade e o efeito é em nós semelhante ao da labirintite

É a celeridade do tempo que deve ser eficiente pois “não há tempo a perder”.

Se o cinema por um lado é  junto com as máquinas de deslocamento (trêm, avião, carro) e de produção  a lógica de tempo da modernidade industrial em ação,  por outro lado nos seus grandes momentos conspira contra essa lógica da funcionalidade do tempo que o capital determina no trabalho e na arte (ou seja, na vida).  O cinema nos torna observadores e críticos do tempo, pois  revela a inevitabilidade da finitude das coisas.

Exemplos atuais? Santos Dumont pré-cineasta, de Carlos Adriano, que é um filme de montagem e a reflexão mais fascinante (e fascinada), dura e amarga sobre o tempo. É um filme de exceção.

Já os filmes citados mais acima simplesmente não tem um interesse de CENA, não sabem fazer distinção entre plano, composição e enquadramento, não conseguem resolver seus problemas  na montagem, pois seus equívocos fundamentais são de decupagem. Primam pela eficiência em nos vender uma idéia e neles não vemos a metamorfose do tempo, talvez o grande segredo de toda mise-en-scène.

Enfim, é também a vitória da imagem sobre o plano, como diria Pedro Costa.

Ai você vai a um curso de cinema e o professor te dá aula de montagem, como um processo “estanque” de todos os outros. Por isso não me surpreeende que muitos desses professores vêem o cinema americano como, pejorativamente, o cinema da eficiência e o clássico como uma modalidade (???) de eficiência narrativa. E só.

Falar de montagem como um aspecto estanque do processo não dá pé. Com raras excessões (Godard, Welles, Eisenstein, Sganzerla e alguns outros), discursos sobre montagem – geram aberrações, como esse açougueiro chamado Daniel Rezende. Aliás, a aberração é exatamente ele, mas a figura de montador que foi construída aqui no Brasil tendo ele como referência. Mas não é só no Brasil, isso é geral.

Pra Godard, Welles, Eisenstein, Glauber, Sganzerla, Hawks, Rohmer, Carpenter, Shyamalan, Hou, Gray, Bressane entre outros, montagem está implicada num processo de PENSAMENTO, não é uma etapa (a última) de fabricação.

Se a montagem (em algumas cenas) e a persistência na duração do tempo (em outras cenas) são problemas colocados por cineastas que pensam seus filmes como “corpo orgânicos”, uma obra-prima como Eu, eu mesmo e Irene, dos irmãos Farrelly consegue fazer da montagem e do plano (e sua duração) procedimentos que visam uma só coisa: a transfiguração de suas imagens. Portanto, ver a cena do personagem/herói de Jim Carrey (esse gênio), Charlie, se transformando no vilão Hank em um só plano, e ver a montagem do pedido de casamento não diferem como resultado, só como procedimento.

ps. Jim Carrey é, mesmo nos piores filmes, um corpo que por si só é uma metamorfose ambulante e constante, que sofre justamente por ser ilimitado, imperfeito, patético e trágico. Peter e Bobby Farrelly são seus grandes diretores, como um dia Hawks foi para Grant e Tashlin para Lewis. Carrey é alma e corpo ao mesmo tempo (a alma é o corpo) e, mais do que herdeiro Jerry Lewis, ele na verdade é a evolução natural de Cary Grant, influenciado por Chevy Chase. É a antítese radical dessa caricatura de grande ator “Inside Actors” que é Leonardo DiCaprio que vive de imitar o que Robert deNiro foi um dia. Aliás, DeNiro hoje está muito mais próximo, no bom sentido, de Carrey do que de DiCaprio.

ps2. abaixo imagens de Eu, eu mesmo e Irene que dá a ver tudo o que foi problematizado aqui.

Posted in Sem categoria by franvogner on 13/04/2011

Posted in Sem categoria by franvogner on 13/04/2011

Posted in Sem categoria by franvogner on 08/04/2011

“Violência no Brasil”

“Terrorismo”

“Medidas podem ser tomadas para evitar esses casos”

“É preciso fechar as fronteiras do tráfico”

As três primeiras frases são recorrentes nos discursos – de políticos e jornalistas –  sobre o assassinato das crianças na escola em Realengo. A estupidez, claro, dá o tom. “Violência no Brasil” é jargão generalizado que escorre da boca de quem fala em nome do país e transforma tudo em problema político – um modo de se fazerem intransigentemente necessários. Quem chamou o ato de terrorista foi o Zé Sarney dizendo que alguém “matou civis sem motivo”. Ok, Zé, o que você quer dizer é que só o motivo justifica o crime, vindo de você (um homem cheio de motivos pessoais) é compreensível, mas gostaria de lembrá-lo que terrorismo é ato de temperamento político e não podemos dizer que nesse caso este louco teve alguma motivação para além das paranóias individuais. A última, sobre o tráfico, é de autoria do senador Crivella em depoimento à rádio sobre o caso. Se não bastasse a estupidez, o delírio.

A tendência geral é tentar fazer disso um sintoma da violência no Brasil. Não, não é sintoma de um quadro social mais amplo como é o caso da violência gerada pela miséria e pelas paixões. O que aconteceu ontem foi outra coisa. Isso não é comum no país como é – em alguma medida – nos Estados Unidos. A culpa não é da religião, da Internet, da família e, se isso tudo faz parte de uma “rede de estímulos e responsabilidade”, não é possível mesurar o quanto e nem saber como algum desses elementos é decisivo na atitude de um siderado homicida e suicida. Medidas podem (e devem) ser tomadas para evitar que, por exemplo, se entre armado em escolas. Agora, achar que política pública pode resolver um absurdo de exceção é falácia, delírio e burrice. Querer arrumar explicações satisfatórias – de verniz ideológico ou moral – é arrumar um remedinho anestésico para um fato que a sensatez pede que seja engolido seco, porque o difícil é lidar com algo do qual não se pode “criar sentido” e nem “discurso”.

ps. deixem Marx, Freud e Cristo fora dessa, por favor.

FRAU LINCK

Posted in Sem categoria by franvogner on 05/04/2011

Texto formidável a partir de Filme Socialismo no novo blog da amada Gabriela Linck

http://fraulinck.wordpress.com/